O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marín, morreu na manhã deste domingo (20), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta reportagem.
A notícia é do R7. O corpo do ex-cartola será velado na tarde de hoje, na capital paulista. Ao longo dos anos, Marín construiu uma carreira que uniu política e futebol, como no caso que ficou conhecido como “Fifagate” e no episódio da medalha.
Ele teve uma carreira marcada por sua atuação na política e no futebol, além de seu envolvimento no escândalo 'Fifagate'.
Marín foi preso em 2015 por seu papel em um esquema de propinas na FIFA e condenado a quatro anos de prisão.
Ele também se destacou como político, ocupando cargos como vereador, deputado estadual e governador de São Paulo.
Filho de um imigrante espanhol, Joaquín Marín y Umañes, ele se aproximou do futebol ainda jovem. A remuneração como jogador mediano lhe permitiu custear os estudos em Direito. Marín ficou conhecido como ponta-direita do São Paulo FC, clube do qual também se tornou torcedor.
Atuou ainda por um time amador no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, o que lhe rendeu popularidade suficiente para se eleger vereador pelo PRP (Partido de Representação Popular), o mesmo do integralista Plínio Salgado. Foi o início de uma trajetória marcada pela visibilidade, que transformou Marín em uma figura contestada até seus últimos dias — tanto na política quanto no futebol.
Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo -12/02/2015