Eduardo Bolsonaro, direto dos Estados Unidos, resolveu jogar gasolina na fogueira e anunciou, com toda pompa de quem manda em alguma coisa, que tem um plano para tirar Alexandre de Moraes do STF. Não explicou como, nem quando, nem com que apoio, só jogou a ideia, como quem promete soltar uma bomba atômica com estilingue.
A guerra pessoal entre Eduardo e Moraes não é de hoje. Começou quando o ministro passou a perseguir Jair Bolsonaro: decisões, inquéritos, bloqueios e ações que deixaram o clã em permanente estado de revolta. Eduardo, no papel de filho leal e porta-voz informal, agora tenta vestir o manto de justiceiro internacional. Mas trocar ministro do Supremo não é igual a trocar embaixador em Brasília. Precisa de Senado, de rito legal, e principalmente, de votos.
No meio dessa briga caseira, o Brasil escorrega para o epicentro de um confronto com os Estados Unidos, justo sob a batuta de Donald Trump. E não é papo furado: Trump já retaliou o Brasil no passado com tarifas de até 50% sobre aço e alumínio que Bolsonaro na época conseguiu ajeitar. Agora, com Lula xingando Trump em comício e Moraes enfrentando as gigantes da tecnologia americana, o cenário foi armado para mais uma pancada, 50% de taxas em todos os produtos brasileiros. E quem vai sofrer de novo somos nós.
O aviso está no ar e não é só metáfora: já se fala até em corte de sinal do GPS para o Brasil. Imagine um país do tamanho de um continente, em 2025, sem localização por satélite? Sem logística, sem rastreio, sem portos inteligentes. Seria como voltar da 5G para o pombo-correio.
Lula precisa baixar o tom. Moraes precisa descer do ringue. E Eduardo precisa entender que bravata em podcast não derruba ministro. Porque se continuar assim, o Brasil vai entrar numa guerra entre Brasília e Washington por causa de vaidade, vingança e microfone aberto, além claro de Jair Bolsonaro preso.
E guerra, como a história mostra, não se ganha com discurso. Se perde com burrice.