O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta sexta-feira (25/7), que os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), podem ser os próximos alvos da suspensão de vistos e sanções aplicadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após medidas semelhantes terem sido adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes.
A notícia é do Metrópoles. Em entrevista ao programa Oeste com Elas, no YouTube, o parlamentar afirmou que o Brasil pode estar “mais perto do que nunca” de ver a Lei Magnitsky ser aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A legislação impõe uma série de sanções econômicas quando aplicada.
“O Trump tem um arsenal na mesa dele, e, pode ter certeza, ele não utilizou esse arsenal todo. Caso venha, talvez até hoje, quem sabe, Deus queira, a Lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes, esse vai ser só mais um capítulo dessa novela. Não será o último”, disse o deputado federal auto-exilado nos EUA.
O Metrópoles, por meio da Coluna de Paulo Cappelli, já havia revelado que o governo Trump estuda aplicar uma sanção específica aos presidentes. A Casa Branca analisa a possibilidade de punir os chefes do Legislativo com base na Lei Magnitsky, que restringe operações em dólar americano e é utilizada em casos de violação de direitos humanos.
A Lei Global Magnitsky tem entre as punições previstas o bloqueio de bens e contas nos EUA e a proibição de entrada em território norte-americano. Ela surgiu na esteira da morte do advogado Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção estatal e faleceu sob custódia de Moscou, em 2009.