Chega de discursos vazios, hashtags de ocasião e notas de repúdio que servem apenas para lavar a consciência de quem finge se importar. O feminicídio não será reduzido com flores ou discursos, mas com leis duras, cadeia cheia e traficante atrás das grades. Quem mata mulher geralmente já tinha casos de agressões. Quem bate, ameaça e tortura, costuma ser reincidente. E boa parte está envolvida com drogas.
A verdade inconveniente que muita gente evita dizer é que drogas é combustível das agressões. É a pedra no bolso do agressor, é o entorpecente que desliga qualquer resquício de empatia. E não adianta dizer “a culpa é do patriarcado” se o Estado libera geral para o avanço do crime organizado, da progressão de pena e da impunidade descarada.
Enquanto parlamentares e formadores de opinião relativizam o uso e a venda de drogas, fingindo que se trata de um debate “progressista”, mulheres morrem. Quem defende descriminalizar a maconha deveria visitar o ITEP ou uma delegacia das mulheres. Quem acha que agressor merece “ressocialização” devia passar um dia numa delegacia especializada. Feminicídio se combate com lei dura, pena sem benefício de progressões e guerra declarada às drogas. O resto é encenação, fica apenas no papel.
Quem é a favor da liberação das drogas contribui efetivamente para violência contra as mulheres.