A operação policial em Extremoz foi um vexame transmitido em rede nacional. Cinquenta policiais correndo de um lado para o outro, batendo cabeça como baratas tontas, sob as câmeras da Globo. Três mil disparos para neutralizar dois bandidos encurralados, sem reféns, dentro de uma única casa. Se era para fazer chover bala, pra que chamar “atiradores de elite”?
O básico, retirar moradores das casas vizinhas, demorou horas. Famílias inteiras ficaram expostas a um tiroteio cinematográfico, digno de filme ruim. O resultado foi um espetáculo perigoso, caro e tecnicamente vergonhoso apresentado em rede nacional como se fosse uma vitória.
E se, em vez de dois criminosos, fossem dez ou doze, do “novo cangaço” que invadem cidades com fuzis e explosivos? Seria uma tragédia. Faltou planejamento, comando e, principalmente, competência operacional. A polícia passou horas esperando autorização para invadir a casa, a ordem não chegava. Os burocratas de ar condicionado (Ana Cláudia e Araújo deixaram os policiais desprotegidos) . O que vimos em Extremoz não foi uma operação policial, foi uma encenação desastrada, onde sobrou barulho e faltou inteligência. Araújo deixou todos os policiais expostos porque não deu a ordem de invadir e liquidar a ação.
Por fim, quiseram fazer propaganda nacional da operação e acabou em dasestre. Vergonha! Coitados dos policiais que tiveram que esperar a ordem caprichosa do "comando".