Monitoramento da consultoria Palver em grupos de mensagem mostra que um recente post do influenciador Felca sobre “adultização” e exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais teve maior repercussão na direita e provocou uma divisão no grupo, além de ter um alcance quase duas vezes maior que o vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre risco de tributação do Pix, feito no começo do ano. A notícia é da CNN Brasil.
De acordo com o estudo da Palver, que monitora 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram, os usuários identificados com o espectro político-ideológico da direita tiveram mais que o triplo de engajamento com a denúncia de Felca do que os da esquerda.
Em termos proporcionais, 38,5% das mensagens circularam entre conservadores ante 10,8% de progressistas – 50,6% são apontados pela consultoria como neutros. Além de extrapolar a divisão política, o conteúdo provocou uma divisão no campo conservador.
O fundador e CEO da Palver, Felipe Bailez, explica que o monitoramento identificou uma defesa de valores morais e combate à sexualização infantil, bandeira historicamente associada a esse grupo, mas também há significativo volume que vê a questão com desconfiança, ao apontarem o que chamam de risco de censura nas redes.
Na esquerda, houve compartilhamento do post por parte de políticos de alto engajamento nas redes e defesa do debate sobre a regulação das plataformas digitais – o Supremo Tribunal Federal tomou decisão recente sobre o Marco Civil da Internet, mas o governo Lula ainda aposta em seguir com o assunto no Congresso.