O ministro Dias Toffoli resolveu puxar para sua gaveta todos os inquéritos da Polícia Federal sobre fraudes em descontos de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Na prática, isso congelou a Operação Sem Desconto, que já tinha afastado o presidente do instituto e apurado suspeitas bilionárias. É aquela velha história: “não suspendi nada”, mas parou tudo. A PF agora fica de braços cruzados, esperando ver se Toffoli vai querer ser o “dono” do caso.
O processo é sigiloso e nem a Procuradoria-Geral da República sabe direito se o ministro pode ou não ficar com a bronca. Enquanto isso, os suspeitos respiram aliviados. O curioso é que Toffoli não explicou qual o motivo para chamar tudo para si. Só disse que já havia um procedimento no gabinete e quis “centralizar” as informações.
Traduzindo: o país com milhões de aposentados lesados assiste, impotente, ao freio de mão puxado no STF. A investigação esfriou e quem mais ganha tempo são justamente os investigados. E depois não entendem por que a população olha para Brasília e vê mais blindagem do que justiça.