O teatro do Supremo nunca decepciona. Nos bastidores, ministros como Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso estariam “preocupados” com o modus operandi de Alexandre de Moraes. O motivo? A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decidida de ofício, sem consultar a Procuradoria-Geral da República nem o resto da Corte. Uma canetada solo, no melhor estilo “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Mas, como sempre, o incômodo ficou no sussurro. Conversinhas reservadas, declarações mornas e nenhuma ação concreta. Barroso posa de amigo de todos, Gilmar garante que “jamais” tratou do assunto. E assim o Supremo segue: um reclamando do outro na cozinha, mas aplaudindo na sala.
Enquanto isso, Moraes segue no comando absoluto do inquérito mais político da história recente. Porque no STF todo mundo sabe que ele “não reage bem à pressão” e ninguém ali parece disposto a descobrir até onde vai o limite do colega. O resultado é um tribunal que vive de crises internas abafadas e decisões monocráticas que reescrevem, na marra, as regras do jogo democrático.