O STF fez seu teatrinho e vai eleger hoje Edson Fachin como novo presidente. Palmas, fotos e manchetes. Mas, na prática, quem manda ali é o núcleo duro e o porta-voz desse grupo atende pelo nome de Alexandre de Moraes. Fachin é a “rainha da Inglaterra” togada: tem a faixa, mas não tem a caneta que decide.
É a velha coreografia do Supremo. Fala-se em renovação, mas o jogo de bastidores segue igual. A voz que ecoa nas decisões não será a dele, nunca foi. Fachin assume, mas quem dita o ritmo é outro maestro. E o país segue refém de um tribunal que não muda nem quando muda de presidente.