Uma explosão foi registrada neste domingo (17) em Cochabamba, no centro eleitoral onde vota o presidente do Senado e candidato à presidência da Bolívia, Andrónico Rodríguez.
A notícia é da CNN Brasil. Segundo as autoridades, a explosão foi registrada na parte posterior do colégio. A detonação não deixou danos materiais, nem feridos, e a votação continuou sendo realizada no centro eleitoral, localizado no município de Entre Ríos, segundo o promotor do Ministério Público de Cochabamba, Juan Carlos Campero.
“Lamentavelmente, são formas de atentado, de amedrontamento nessa jornada eleitoral”, disse a vice-ministra da Segurança da Bolívia, Carola Arraya, sobre o episódio.
De acordo com ela, a polícia boliviana atua no local “não somente coletando informações, mas também para a proteção de todo o material eleitoral, e para dar a garantia para que nesta mesa e nesse recinto continue a votação como corresponde”.
Após o episódio, Rodríguez votou no centro eleitoral e, na saída, foi atacado com pedras por um grupo de indivíduos.
Antes aliado do ex-presidente Evo Morales, eleito pelo MAS (Movimento ao Socialismo), Rodríguez é um dos rostos da fragmentação da esquerda no processo eleitoral que definirá o próximo chefe de Estado e parlamentares bolivianos.
Candidato pela coalizão Alianza Popular, Rodríguez, que também é líder cocaleiro, se candidatou sem chegar a um acordo com Morales. Neste pleito, ele concorre contra o candidato do MAS, Eduardo del Castillo, ex-ministro do atual presidente boliviano, Luis Arce, ex-evista que, por sua vez, se tornou rival de Morales.
O ex-presidente boliviano, por sua vez, foi impedido pela Justiça de tentar uma nova reeleição e pede que a população anule o voto neste domingo.
De acordo com a pesquisa de intenção de votos da Atlas Intel, Andrónico aparece em terceiro lugar na preferência dos eleitores, com 11,4%, atrás do ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga e Samuel Doria Medina, que têm 22,3% e 18%, respectivamente.
Andrónico aparece, nesta pesquisa, com menos intenção de votos do que a quantidade de eleitores que afirmam querer votar nulo ou branco, que chegam a 14,6%.