Alexandre de Moraes já não conhece fronteiras. O ministro do Supremo virou uma espécie de xerife do Brasil, acumulando poder que não foi dado nem pelo povo, nem pelo Congresso. Hoje, ele decide quem pode viajar, com quem se pode falar, quem pode usar celular e até o que se pode escrever nas redes sociais.
A mais nova vítima foi o pastor Silas Malafaia. Voltou de Lisboa e já no aeroporto teve o celular apreendido. Passaporte cancelado, proibido de sair do país e até de manter contato com Jair e Eduardo Bolsonaro. Isso não é justiça, é controle absoluto.
Moraes autorizou também quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico. Tudo num inquérito que parece não ter fim, sempre ampliado, sempre com novos alvos, sem prazo para terminar. Um processo sem limites, comandado por um homem só.
O problema é claro: quando um ministro do STF acumula mais poder que presidente e Congresso juntos, o equilíbrio entre os poderes deixa de existir. O Judiciário, que deveria ser a última barreira da Constituição, virou o próprio risco à democracia.
O Brasil hoje tem um Supremo que legisla, investiga, acusa e pune. E Alexandre de Moraes é o símbolo desse poder sem freios. Não é mais uma questão de interpretar a lei. É uma questão de impor vontade.
Se nada mudar, a democracia brasileira será reduzida a isso: a vontade de um homem só.