Hospital Antônio Prudente, da Hapvida, virou sinônimo de escândalo em Natal. São centenas de relatos de horror: atendimento desumano, falta de insumos básicos, pacientes largados à própria sorte, erros atrás de erros. O que deveria salvar vidas virou pesadelo coletivo.
Não é caso isolado. É rotina de sofrimento. As histórias se repetem todos os dias e mostram que a saúde privada em Natal vive colapso. A Hapvida fatura alto, vende planos sem parar, mas entrega um serviço de quinta categoria. Precisar do hospital Antonio Prudente virou rotina de sofrimento. Recebemos mais de 300 denúncias de pacientes revoltados com o atendimento.
Está na hora dos órgãos fiscalizadores acordarem. Ministério Público, Procon, ANS: todo mundo tem que agir. A primeira medida é óbvia, suspender imediatamente a venda de novos planos até que a Hapvida coloque ordem na casa.
O hospital Antônio Prudente não pode continuar funcionando como um abatedouro de gente. Quem paga caro por um plano de saúde merece dignidade, não esse descaso criminoso.
Natal não pode ser refém da incompetência da Hapvida. Chega de propaganda bonita e promessa vazia. O que precisa é de atendimento decente, de respeito ao paciente. E, principalmente, de fiscalização dura. É hora de botar o dedo na ferida e exigir correção dos erros.