Virou moda no RN. Gente sem noção se passando por juiz, juíza, promotor, delegado e até desembargadora. O último caso foi em Mossoró: uma mulher de 43 anos, que ora dizia ser desembargadora, ora juíza, ora promotora, ora advogada. Um festival de títulos falsos. Acabou presa pela PRF com documentos forjados.
Esse tipo de picaretagem não é novidade. Já tivemos casos parecidos em Natal. Inclusive, a gente até escreveu conto sobre isso. Mas a brincadeira é perigosa. Uma hora vai dar ruim, isso não pode ser levado na brincadeira. Quem insiste nesse teatro corre o risco de transformar farsa em tragédia. No caso de Mossoró não sei a intenção, mas em Natal se usa por falso status.
Isso não é só folclore urbano. É crime. E, se não houver um pouco de noção, logo logo teremos “desembargadores” de aplicativo, “juízes” de grupo de zap e “promotoras” de boteco. Natal está virando terra fértil para esse tipo de maluquice.