O maior absurdo da política brasileira atende por um nome: emendas parlamentares. É a porta escancarada para a farra com o dinheiro público. O parlamentar deveria fiscalizar, propor leis, representar o povo. Mas, no Brasil, virou também executor de orçamento. Uma inversão absurda. Quem executa é o Executivo, parece óbvio, mas no nosso país nada é óbvio.
As emendas são um balcão de negócios. Muitas vezes usadas para desvio, outras para politicagem barata. A vereadora Brisa é exemplo clássico: pegou dinheiro público e transformou em festinha política. Uma comemoração travestida de “evento cultural”. Uma farra irresponsável com o dinheiro público.
Esse modelo distorce a democracia. O Executivo perde a mão, o Legislativo se lambuza, e o cidadão paga a conta. O que deveria ser ferramenta de fiscalização virou arma de chantagem. Parlamentar não executa, parlamentar legisla. O resto é oportunismo e esperteza com o dinheiro alheio.
Emenda parlamentar é o maior escândalo institucionalizado do Brasil. E ninguém tem coragem de mexer.