Carlos Eduardo Alves matou a charada: vice e nada é a mesma coisa. O vice não manda, não decide, não apita. É um enfeite de posse. Serve para campanha e, depois, para sentar no banco de reservas. Só tem poder quando o titular concede — e olhe lá. Basta ver Geraldo Alckmin, que só virou protagonista porque Lula resolveu transformá-lo em ministro e agora até negocia com os Estados Unidos. Sem essa “canetada”, continuaria no limbo, tomando cafezinho no Palácio do Planalto.
Aqui no RN, a prova prática veio com o rompimento de Nilda e Kátia Pires em apenas oito meses de gestão. O grupo de Kátia foi jogado no abismo político. Perdeu secretarias, perdeu mais de 300 cargos, entre funções diretas e terceirizadas. O peso do vice evapora quando o titular fecha a porta. Importância mesmo, só no discurso vazio de campanha, quando prometem governar a quatro mãos. Pura lorota. No jogo real, o vice é figurante.