O Governo do RN atrasou o repasse dos consignados ao Banco do Brasil. São R$ 100 milhões que não chegaram ao destino. E a desculpa de Mister Impostos, Cadu Xavier, o secretário da Fazenda, é que priorizou a folha dos servidores. Parece até nobre, mas o problema é o tamanho da lambança. Se é descontado do servidor e não repassa para o Banco do Brasil, a folha está em atraso.
O governo confessa que fez um “acordo de cavalheiros” com o Banco do Brasil. Como assim? Um Estado governado na base do fio do bigode? Não existe contrato verbal para operação dessa grandeza. Estado versus empresa de economia mista. É brincadeira com dinheiro público, com a imagem do RN e com o próprio Banco do Brasil que é administrado politicamente, por isso suas ações desabam. Mister Impostos confessou isso em audiência na Assembleia Legislativa.
Pior: o atraso vai até dezembro. E quem segura a bronca? O banco. O servidor, em tese, poderia ser debitado duas vezes. Ou até negativado. Mas, por um pacto informal, acordo de cavalheiros, isso não está acontecendo. O engraçado, o Cadú disse essa aberração crente que estava abafando.
É o caos travestido de gestão. O RN virou terra de improviso. E o Banco do Brasil, refém de promessas de políticos, mais parece casa de mãe Joana. Um Estado não pode ser administrado com “confiança”. Isso não é governar, é apenas mais um capítulo do caos.