Eduardo Machado é o retrato do amadorismo que destruiu o ABC. Um torcedor que queria emprego, jogado na cadeira de presidente. Falou bonito, enganou muita gente. Se Lula vendia picanha e cerveja no palanque, Dudu prometeu títulos e acessos. Entregou derrota, dívida e humilhação.
O enredo é tão ridículo que parece piada de mesa de bar. Um grupinho de amigos de copo cheio, entre cachaça e sonhos molhados de poder, decidiu lançar Dudu para deputado. Como não cola nem para síndico de prédio, inventaram a farsa: vamos botar o homem na presidência do ABC, ele ganha visibilidade e sobe na onda de um acesso para a Série B. Era plano de bêbado, e deu no que deu: rebaixamento.
Dudu é atraso misturado com incompetência. É vaidade sem conteúdo, soberba sem resultado. Se continuar, o torcedor pode preparar o coração: não vai parar na Série D. O destino é a Série E. E o “E” é de Eduardo, de ego inflado e de enganação. O buraco ainda não chegou ao fundo. Mas, com Dudu, sempre dá para cavar mais.