Além das empresas do setor de combustíveis suspeitas de lavagem e sonegação bilionárias, a Reag Investimentos, gigante da Faria Lima que tem R$ 299 bilhões sob gestão, administra fundos que escondem dinheiro do filho e de ex-sócios do empresário Eike Batista (foto em destaque), de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato e da Arena Corinthians.
A notícia é do Metrópoles. Na última quinta-feira (28/8), a Reag foi um dos alvos da megaoperação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, que mirou um esquema bilionário de fraudes envolvendo empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), fintechs e fundos de investimentos da Faria Lima.
Nas investigações, a Reag aparece como administradora de fundos que serviram para esconder dinheiro da formuladora de combustíveis Copape e da distribuidora Aster, suspeitas de sonegarem R$ 7,6 bilhões e de ligação com a facção criminosa. Um desses fundos teria sido utilizado por Mohamad Mourad, que está foragido, para aportar R$ 52 milhões na compra das duas empresas, de forma oculta.
“Contrariando a natureza de condomínio dos fundos, muitos possuem cotistas exclusivos, frequentemente outros fundos de investimento (fundo sobre fundo). O objetivo é criar camadas sobrepostas para dificultar ou impedir a identificação do beneficiário final”, afirmam os investigadores.
O Metrópoles analisou todos os papéis de fundos sob gestão da Reag informados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os fundos não são listados na Bolsa (B3) e boa parte tem apenas uma empresa alvo dos investimentos. Além disso, mais de uma dezena de auditorias independentes reunidas pela reportagem apontam ausência de documentos para escrutinar esses investimentos.