A expectativa de diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marca esta semana, que começa sob o fantasma do tarifaço americano, que taxará em 50% os produtos brasileiros, a ser implementado nesta quarta-feira, 6. Em evento do Partido dos Trabalhadores (PT) neste domingo, 3, Lula sinalizou que há espaço para negociações com o americano desde que os EUA respeitem a soberania brasileira.
“O governo tem que fazer aquilo que ele tem que fazer. Por exemplo, nessa briga que a gente está fazendo agora, com a taxação dos Estados Unidos, eu tenho um limite de briga com o governo americano”, disse ele, continuando mais tarde: “Nós não queremos confusão. Então, quem quiser confusão conosco, pode saber que nós não queremos brigar. Agora não pensem que nós temos medo. Não pensem.”
“O que nós queremos, nós estamos trabalhando, nós vamos ajudar as nossas empresas, nós vamos defender os nossos trabalhadores e vamos dizer o seguinte, quando quiser negociar, as propostas estão na mesa”, acrescentou em outro momento.
O petista já havia usado as redes sociais na última sexta-feira, 1, para mandar um recado à administração Trump: “Sempre estivemos abertos ao diálogo”, escreveu, mas adiantou: “Quem define os rumores do Brasil são os brasileiros e suas instituições”. Na ocasião, ele também informou que está “trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e os nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano”.
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