Alexandre de Moraes resolveu brincar de imperador do Brasil. Agora manda até no contracheque de senador. Mandou Davi Alcolumbre cortar salário e verba de gabinete de Marcos do Val. E o Senado? Cala. Aceita calado uma canetada que rasga a independência de poderes na Constituição.
Isso não é justiça, é vingança. Moraes ultrapassa todos os limites, atropela o princípio da separação dos Poderes e ainda é aplaudido por quem devia freá-lo. Um ministro do STF não pode, por capricho pessoal, paralisar o mandato de um senador eleito. Por pior que esse senador seja, tem que ter um processo legal.
Se um juiz pode suspender salário de parlamentar, amanhã pode calar qualquer um. Isso é perigoso. Isso é quase uma ditadura togada. E o Congresso, de joelhos, assina recibo de covardia institucional.