A possibilidade de Jair Bolsonaro entrar em um processo depressivo depois de ter a prisão domiciliar decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou aliados do ex-presidente em alerta. Há o receio de que ele repita os momentos que viveu em 2022, depois de ser derrotado por Lula nas urnas.
Desde que passou a usar tornozeleira eletrônica por uma ordem de magistrado proferida em 18 de julho, Bolsonaro já vinha “oscilando entre bons e maus momentos”, segundo correligionários do PL. Não por acaso, eles se revezavam em visitas ao capitão reformado e evitavam deixá-lo sozinho.
Mais de um aliado relatou à coluna que era durante à noite, após as 19h, o momento que o ex-presidente se mostrava mas abalado, já que, a partir desse horário, ele estava proibido de sair de casa. Com a prisão domiciliar decretada nesta terça-feira (4), Bolsonaro não pode deixar sua residência em momento algum.
— Ele já se referia às medidas que o proibiram de deixar Brasília e de sair de casa após às 19h e aos fins de semana como prisão — resumiu um auxiliar do ex-presidente que convive com ele diariamente.
Segundo familiares e integrantes do PL, as atividades na rua e reuniões com parlamentares da base são as agendas que mais animam o ex-presidente.
Pouco antes de ter a ordem de prisão domiciliar decretada contra ele, o capitão reformado estava celebrando as manifestações de apoio ao seu nome realizadas no domingo (3) e não tinha ideia de que poderia sofrer uma nova medida cautelar, segundo relato do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP).
O parlamentar disse ainda que, antes, chegou a pedir uma foto para Bolsonaro com a tornozeleira à mostra, que mas que o ex-presidente recusou.
Bela Megale - O Globo