É um escândalo. Mas a velha imprensa finge que não viu. Globo, Folha e Estadão (os três patetas do jornalismo militante), ignoram solenemente as denúncias da “Vaza Jato Parte 2”, reveladas por jornalistas independentes. O material aponta que assessores de Alexandre de Moraes montaram uma força-tarefa paralela no WhatsApp para fabricar “certidões” contra manifestantes do 8 de janeiro. Tudo isso sem ordem judicial. Sem lei. Sem vergonha.
A denúncia é grave. É coisa de regime autoritário. Mas a turma da caneta azul prefere o silêncio cúmplice. Em qualquer democracia séria, isso daria manchete e CPI. Aqui, dá só desconforto no tapete da redação.
A imprensa que adorava vazar conversas da Lava Jato agora tapa os olhos diante de um conluio dentro do próprio TSE. Por quê? Porque o santo da história é Alexandre de Moraes, o intocável. E o alvo, claro, são os conservadores.
O jornalismo brasileiro virou militância disfarçada de manchete. Quando a notícia atinge o “lado certo”, ela é engavetada. A verdade virou refém da conveniência. E a democracia? Essa, eles fingem defender. Mas só quando convém.