Parlamentares gostam de reclamar de governantes, que não são atendidos, sempre tem um choro. Em Natal, o prefeito Paulinho Freire, até por ter sido vereador, tem um diálogo permanentes com a câmara municipal. Mas tem que lidar com projetos bobos e outros mirabolantes.
Há poucos dias Paulinho vetou tradutores de libras nas UBS e UPAS, é importante? É! Mas se é difícil sustentar a saúde, imagine a saúde e mais um tradutor de libras. É necessário primeiro fazer o básico para depois tentar melhorar o sistema. Vereadores empurram custos sem fazer contas.
O problema maior é quando vem os projetos malucos de aliados, como o feriado para mortes de pets. Diga aí, o município arcar porque morreu um gato, cachorro ou calopsita. Por mais doloroso que seja o falecimento de um pet (concordo que deve ser horrível a dor) a sociedade não tem que pagar com o custo de ter um funcionário público parado.
O legislativo tem que filtrar as coisas. A quantidade de leis que não tem a competência é enorme. Parecem que querem legislar a respeito de direito penal, civil e consumidor. Teve uma lei que a prefeitura não poderia contratar bandas que fizessem apologia ao crime ou sexual. Ou seja, ninguém iria tocar em Natal, bastaria um promotor achar alguma musica feria a lei. Na ânsia de aparecer, tentar agradar a um público, criam aberrações sem filtros.