O pedido de cassação das outorgas da Jovem Pan feito pelo Ministério Público Federal é mais uma prova de que estamos vivendo um regime de exceção. Não é exagero, é constatação. O Brasil segue firme no caminho da Venezuela.
A Jovem Pan presta um serviço relevante ao país. Tem opinião forte, que pode agradar ou não. Isso se chama liberdade. Liberdade que deveria ser cláusula pétrea, mas que virou alvo de inquérito e perseguição. A liberdade deu voz à Globo para inventar uma fake news monstruosa ligando Bolsonaro ao assassinato de Marielle. Nem por isso se falou em cassar as outorgas Globo. Para um lado pode, para outro, mesmo não tendo fake news, não pode nada.
Censura deixou de ser risco, virou realidade para a direita. A cada decisão, a cada pedido, a cada canetada, a mensagem é clara: ser de direita virou crime. É o silêncio forçado de quem discorda. É a tentativa de domesticar a opinião pública à base de processos, ameaças e tortura psicológica, presão sem limites.
Enquanto falam em “estado democrático de direito”, o que se vê é um tribunal ideológico em ação. A democracia que pregam é só para um lado. Para o outro, sobra censura, perseguição e medo. É assustador. E não há mais como fingir que a censura não existe.