O discurso de campanha para governador do RN em 2026 já nasce previsível: promessas vazias, slogans manjados, frases bonitas sobre saúde, educação e segurança. Vão vender a ilusão de que tudo se resolve num passe de mágica, como se fosse apenas inaugurar hospital, abrir escola ou colocar policial na rua. Lorota.
O que deveria estar no centro do debate é outra coisa. Reforma administrativa séria, mexer no tamanho da máquina, cortar privilégios. Uma nova reforma previdenciária que encare a realidade, e não empurre o problema para frente. Reforma administrativa urgente. Leis modernas para plano de cargos e carreiras, sem transformar o Estado num cabide eterno de empregos e privilégios.
Licenciamento ambiental ágil, sem burocracia assassina de investimentos. Perguntar na lata: vai aumentar impostos? Vai subir alíquotas? Ou vai, de verdade, dar um freio na gastança? Antes de falar em obras faraônicas, o governo precisa aprender o básico: manter escola funcionando, hospital limpo, policial valorizado.
É simples, mas ninguém tem coragem de falar. Porque mexer no sistema clientelista, que faz do Estado um grande sindicato de servidores, é briga de gente grande. Quem ousar bancar esse discurso em 2026 vai apanhar de todos os lados. Mas também pode ser o único com alguma chance de consertar esse RN quebrado.