A Receita Federal, o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram a "Operação Spare", um desdobramento da "Operação Carbono Oculto", que tem como alvo a atuação de mais de duas décadas do PCC no mercado de combustíveis paulista. A ação busca combater a lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial por meio de uma complexa rede de empresas.
Segundo as investigações, um sofisticado esquema utilizava o setor formal para lavar recursos ilícitos. Postos de combustíveis, motéis, lojas de franquias e empreendimentos imobiliários eram os instrumentos centrais para a lavagem do dinheiro.
O principal alvo da operação, Flávio Silvério Siqueira, conhecido como "Flavinho", é suspeito de liderar essa rede. Ele estaria ligado a uma extensa rede de postos controlados por uma única prestadora de serviços, com pelo menos 200 deles sob o seu controle e de seus associados.
O esquema de lavagem se estendia a outros setores. Mais de 60 motéis foram identificados com uma movimentação de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. Franquias também eram operadas, com 98 estabelecimentos que movimentaram cerca de R$ 1 bilhão.
Entre os bens de alto valor adquiridos com o dinheiro ilícito, estão um iate de 23 metros, dois helicópteros, um Lamborghini Urus, e terrenos de motéis avaliados em R$ 20 milhões. A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São Paulo, Santo André e Barueri.