É o fim da picada. A tecnologia, que deveria servir para facilitar a vida, virou muro. No caso da Unimed, virou um verdadeiro labirinto digital. Hoje, em Mossoró, uma usuária instruída, repito: instruída, não conseguiu marcar uma simples consulta porque sua carteirinha física venceu. A “solução”? Baixar o aplicativo da Unimed. Só que ela não sabia como. Resultado: ficou sem atendimento.
E a atendente? Bastava digitar o CPF. Mas não. Preferiu empurrar a burocracia goela abaixo da cliente. Se isso acontece com gente esclarecida, imagine com os mais idosos. É desumano. Transformaram saúde em teste de informática.
O pior é que virou rotina. Robôs que não entendem nada, aplicativos que travam, sistemas que não aceitam erro de digitação. O paciente já chega aflito e sai mais doente, de tanta raiva. A tecnologia virou arma contra o usuário.
A Unimed, que deveria cuidar da vida das pessoas, está craque mesmo é em prestar um atendimento vergonhoso. Perdeu o básico: humanidade. O plano de saúde virou plano de estresse.