A cena parece piada, mas é caso de polícia. Uma agência de viagens de Mossoró, com sete anos de trabalho sério, tomou um calote daqueles dignos de novela mexicana.
A cliente viajou para Mendoza, voltou cheia de fotos no Instagram e, na maior cara de pau, ligou para o cartão de crédito cancelando as parcelas da viagem. No jargão do turismo, isso se chama chargeback. No dicionário do bom senso, chama-se estelionato.
O fornecedor paulista, empresa consolidada e séria, avisou o calote. A agência tentou resolver no jeitinho, até suspendeu o boleto para dar tempo da cidadã se explicar. Nada feito. Do dia 5 ao dia 17 de setembro, só silêncio. Depois disso, a madame sumiu.
Detalhe: não estamos falando de uma coitada sem recursos. É socialite de Mossoró, dessas que dão festas de 15 anos com cascata de champanhe e banda de forró. Viaja, ostenta, mas na hora de pagar, dá uma de egípcia: finge que não é com ela.
Agora, o caso vai parar na delegacia. É possível que em breve uma viatura apareça no Quintas dos Lagos, condomínio vizinho ao Alphachifres. Vai ser moído no condomínio de luxo
Moral da história: em Mossoró, tem madame que cancela até a fatura do cartão, mas não cancela o hábito de dar golpe. E ainda quer continuar circulando como dama da sociedade. A trambiqueira agora pode ganhar outro destino turístico: o xilindró. Vai ter que usar o prestígio político.