A UERN queima R$ 500 milhões por ano num estado falido e ainda vem soltar nota de “esclarecimento” que não esclarece nada. Não vejo pecado nenhum em defender a federalização. Muito pelo contrário: é o único caminho para salvar o contribuinte desse rombo.
A universidade é arcaica. Virou palanque político e cabide ideológico. A UERN não informa quantos alunos formou nos últimos cinco anos porque a evasão é escandalosa. O silêncio fala mais do que mil relatórios.
O Blog reafirma: federalizar a UERN é urgente. Melhor entregar logo à União do que continuar nesse ralo de dinheiro sem fundo. E a raiva das deputadas estridentes Isolda Dantas e Divaneide Basílio em suas redes sociais com nosso comentário demostra exatamente isso: tocamos na ferida aberta.
Um estado que não consegue dar educação básica de qualidade não pode torrar meio bilhão em ensino superior para manter privilégios e politicagem. É cruel, é imoral e precisa acabar.
Segue a Nota de Esclarecimento da UERN:
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Ao jornalista Gustavo Negreiros,
A Universidade do Estado do Rio Grande, com base na Lei nº 13.188/2015, solicita direito de resposta à publicação do dia 29 de setembro de 2025, veiculada no Blog do Gustavo Negreiros e ao vídeo publicado nas redes sociais.
DIREITO DE RESPOSTA
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em seu legítimo direito de resposta, vem a público restabelecer a verdade e reafirmar, com serenidade e firmeza, seu compromisso histórico com a educação, a ciência, a cultura e o desenvolvimento do povo potiguar.
O novo cenário orçamentário da Uern, conquistado por meio da Autonomia Financeira e de Gestão em 2021, impulsionou a retomada de obras e a adequação de espaços, refletindo em ambientes mais modernos e funcionais para o ensino, a pesquisa e a extensão em seus seis campi.
A conquista da autonomia financeira - aprovada à unanimidade pela Assembleia Legislativa e sancionada pela Governadora Fátima Bezerra - não foi um privilégio, mas sim a correção de uma injustiça que por décadas fragilizava a Instituição. Autonomia não significa “cheque em branco”: Trata-se da garantia de previsibilidade e planejamento responsável, condição essencial para que a Uern cumpra sua missão de formar profissionais qualificados, produzir pesquisas de impacto e promover inclusão social em todas as regiões do Estado.
O que aconteceu em nossa Assembleia Universitária de 57 anos não foi “festa”, mas sim um gesto de reconhecimento. A comunidade universitária aplaudiu de pé a governadora Fátima Bezerra porque, sob sua gestão, a Uern conquistou avanços históricos, após 54 anos de espera: autonomia financeira, o primeiro plano de cargos, carreiras e remuneração de sua história e o fortalecimento da democracia interna com o fim da lista tríplice.
Mais do que medidas administrativas, o Governo da professora Fátima devolveu autoestima à Universidade. Fez da Uern uma pauta de governo, reconhecendo-a como o maior patrimônio vivo do povo potiguar. Esse gesto reforçou nosso papel não apenas como espaço de ensino, pesquisa e extensão, mas também como símbolo de inclusão, esperança e transformação social.
Diferente do que se tem circulado, a Uern não é uma “bolha” nem um “elefante branco”. Desde sua fundação, em 1968, a Universidade já formou mais de 60 mil profissionais, muitos deles a primeira geração de suas famílias a ingressar no ensino superior. Tendo a interiorização como marca forte, a Uern está presente em seis cidades potiguares com os Campi de Mossoró, Assú, Natal, Caicó, Patu e Pau dos Ferros, além de ter polos de educação a distância em 17 municípios do Rio Grande do Norte. São 66 cursos de graduação, sendo 59 na modalidade presencial e 7 na modalidade a distância. Temos ainda 25 cursos de mestrado e 9 doutorados, sem falar em três programas de residência.
Atualmente somamos mais de 15 mil estudantes de graduação e pós-graduação, presencial e a distância. Somente no último ciclo de Colação de Grau, foram formados mais de 700 estudantes, a média anual de profissionais formados fica em torno de 1.300, em várias áreas do conhecimento.
Em 2023, a Uern passou pelo processo de recredenciamento junto ao Conselho Estadual de Educação. O relatório da comissão de avaliadores externos atribuiu à Universidade conceito 4,5, em uma escala máxima de 5. Além disso, a Instituição conquistou o período máximo de validade, que é de oito anos. Com relação à qualidade dos cursos, por três anos consecutivos, a Universidade atingiu o IGC 4 na avaliação do Inep.
Ressalte-se que investir em educação pública, sobretudo no interior, é garantir que mais pessoas tenham oportunidade de ingressar no ensino superior. Compreendendo a importância da educação, alguns estados brasileiros possuem mais de uma universidade estadual, um deles é o Ceará, com três instituições: Universidade Estadual do Ceará (UECE), Universidade Regional do Cariri (URCA) e Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA).
Por fim, queremos informar que, ao contrário do que foi veiculado, a Uern não destinará recursos para a apresentação de artistas que farão parte do Festival Uern Cultura Viva. O evento é financiado pelo Banco do Nordeste, por meio do projeto Banco do Nordeste Cultural Mossoró, projeto ao qual a Uern é orgulhosamente parceira desde sua criação, há um ano.
O festival acontecerá no dia 11 de outubro, a partir das 18h, no largo do Sebrae, em frente ao Memorial da Resistência de Mossoró, e contará com a presença do cantor Chico César, com o show especial “Aos Vivos – 30 anos”, com o músico potiguar “Jongozu” (estudante da Uern), e “Fortunato e os Jovens de Ontem”. Toda a comunidade é convidada a prestigiar e celebrar os 57 anos da Uern e o primeiro ano do Banco do Nordeste Cultural Mossoró.
Reafirmamos que a Uern não é problema, é solução. É patrimônio do povo potiguar e continuará sendo um dos principais instrumentos de transformação social, científica e cultural do Rio Grande do Norte.
Mossoró, 30 de setembro de 2025.
Profª. Dra. Cicilia Raquel Maia Leite
Reitora da Uern
Prof. Dr. Francisco Dantas de Medeiros Neto
Vice-Reitor da Uern