Golpe atrás de golpe. É isso que vem acontecendo contra advogados no Rio Grande do Norte. Não é invenção, não é exagero. O esquema criminoso nasce dentro do PJe, o sistema da Justiça. O bandido usa o nome de um advogado para acessar processos de outros, coleta informações reais e depois aplica o bote: pede dinheiro às partes como se fosse o próprio advogado. A vítima, acreditando estar em contato com seu defensor, transfere valores. E pronto, o prejuízo está feito.
Centenas de profissionais já foram atingidos. Centenas de clientes enganados. É uma rede nacional, mas aqui no RN o drama se multiplica pela omissão da OAB. A Ordem prefere o silêncio covarde. Não há nota oficial, não há campanha, não há defesa da classe. Nada. Enquanto isso, advogados estão virando alvo diário, sem guarita alguma.
A verdade é dura: a OAB perdeu o protagonismo faz tempo. Virou cabide de vaidades, palco para discursos em época de eleição, mas incapaz de enfrentar o problema mais sério que atinge a advocacia hoje. Que prerrogativas são essas que não incluem proteger o próprio nome do advogado de ser usado em golpes? Para que serve a OAB? Hoje, para nada além de massagear egos. Uma entidade que virou território da inutilidade.