O governo do Rio Grande do Norte não cumpriu o prazo anunciado para o pagamento do 13º salário de 2025 dos aposentados e pensionistas estaduais. A liberação do benefício estava prevista para o dia 9 de janeiro, mas, mesmo após a data, os valores não foram creditados, gerando transtornos e crescente insatisfação entre os beneficiários.
Muitos aposentados e pensionistas haviam organizado compromissos financeiros contando com o pagamento, mas agora enfrentam incerteza e falta de informação oficial sobre uma nova data. O atraso contrasta com a situação dos servidores da ativa, que já receberam integralmente o 13º salário, evidenciando um tratamento desigual dentro do próprio funcionalismo público.
Para o Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN), a diferença de tratamento é injustificável e atinge justamente o grupo mais vulnerável do serviço público estadual. A entidade avalia que o episódio reforça a sensação de abandono por parte da gestão estadual e mina a confiança dos servidores aposentados no governo.
O sindicato destacou ainda que o atraso remete a um passado recente marcado por recorrentes problemas no pagamento de salários no estado, período que trouxe insegurança e sofrimento a servidores que dedicaram décadas ao serviço público. Segundo o SINDIFERN, o discurso de um governo voltado aos interesses populares não se sustenta diante da falta de valorização concreta de quem ajudou a construir e manter o Estado.
Na avaliação da entidade, a regularidade dos pagamentos depende diretamente de um Fisco fortalecido e bem estruturado, capaz de assegurar arrecadação suficiente para honrar compromissos com salários, além de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública.
O SINDIFERN cobrou o fim do tratamento diferenciado e defende a adoção de um calendário de pagamento único, com igualdade entre servidores ativos, aposentados e pensionistas. Para a entidade, garantir previsibilidade e respeito é uma obrigação básica do Estado com seus servidores.