O empresário Brígido Neto, de 34 anos, vai em busca do prêmio de R$ 3 milhões do Big Brother Brasil 26 (BBB 26) – que estreou na segunda-feira (12/1) – depois de a Justiça penhorar bens do colégio dele por causa de um calote na Localiza, empresa de aluguel de carros. Ao todo, R$ 37 mil saíram das contas bancárias para quitar a dívida.
Em junho, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a realização de uma pesquisa no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), por meio da “teimosinha”. O termo nada tem a ver com a loteria: na realidade, trata-se de um método para bloquear dinheiro em contas e investimentos de devedores por até 30 dias.
Só então, em outubro, a Justiça, pediu o levantamento para a penhora. A dívida contraída por um dos representantes da Casa de Vidro para o BBB 26 e pelo Colégio Brígido Nogueira, localizado em Manaus, girava em torno de R$ 27,4 mil. Os juros ainda elevaram a dívida em mais de R$ 9,5 mil no decorrer do processo.
“Realizado o bloqueio, proceda a imediata transferência do valor bloqueado para a conta judicial à disposição deste Juízo”, escreveu a juíza 16ª Vara Cível da Comarca de Belo Horizonte Adriana Garcia Rabelo.
A ação começou a tramitar em fevereiro de 2023, quando a Localiza acionou o TJMG. O motivo: falta de pagamento de um contrato de confissão de dívida assinado com Brígido Neto e com a escola dele.
O débito original, em outubro de 2022, era de R$ 30 mil pelo aluguel de carros e acessórios e incluiu danos e multas, parcelado em 20 vezes de R$ 1,5 mil. A empresa não informa as marcas e os modelos no contrato.