A Polícia Federal (PF) identificou “novos ilícitos” e decidiu aprofundar a investigação contra o Banco Master, o que deu origem à segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14/1).
A notícia é do Metrópoles. A ampliação da ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após a PF informar à Corte que surgiram elementos adicionais indicando a continuidade de práticas suspeitas por parte do controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
Em despacho que autorizou as novas medidas, o ministro Dias Toffoli, relator do caso, registrou que a Polícia Federal apontou a existência de “novos ilícitos”, o que justificaria a coleta de provas complementares.
Segundo a decisão, os indícios indicam possível gestão fraudulenta, além de lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
O foco central desta nova etapa é apurar se o Banco Master utilizou fundos de investimento ligados ao mercado da Faria Lima para realizar operações financeiras fraudulentas, inflar artificialmente ativos e desviar recursos.
A suspeita levou a PF a mirar não apenas o banco, mas também empresários e gestores ligados a esses fundos.
Entre os investigados, estão o empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora Reag Investimentos João Carlos Mansur, que já havia sido alvo de apurações anteriores envolvendo o uso de fundos para ocultação patrimonial.