Em solenidade oficial, o presidente Lula errou o pronome ao se referir à deputada trans Érika Hilton. Chamou de “ele”.
Se fosse alguém da direita, já teríamos nota de repúdio, representação no Ministério Público, vídeo indignado e cancelamento em série. Nada disso aconteceu.
O silêncio é ensurdecedor. A patricinha bolivariana Natália Bonavides calou. As vereadoras Thabata Pimenta e Brisa Bracchi também. Nenhuma linha. Nenhuma fala. Nenhuma coragem.
A régua moral da esquerda funciona assim: depende de quem erra. Quando é Lula, passa pano. Quando é a direita, vira crime. Constrangedor. Hipócrita. Previsível.