O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (2) que não aceitará reassumir o cargo de escrivão da Polícia Federal após a perda do mandato na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita por meio de uma postagem no X (antigo Twitter) e em um vídeo divulgado nas redes sociais.
De acordo com a Polícia Federal, Eduardo deve se reapresentar para fins de regularização funcional. Caso não o faça, poderá sofrer “providências administrativas e disciplinares” por ausência injustificada. O ato foi publicado nesta sexta-feira (2), depois que a Mesa Diretora da Câmara declarou, em dezembro, a perda do mandato do parlamentar em razão do número de faltas não justificadas.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no cargo de escrivão, e estava afastado das funções enquanto exercia o mandato parlamentar. Ele está nos Estados Unidos desde março do ano passado, período em que se licenciou do cargo na Câmara.
Em vídeo, o ex-deputado criticou a forma como a cassação foi formalizada, alegando que a decisão partiu apenas da Mesa Diretora, sem votação em plenário. Eduardo classificou a situação como uma perseguição judicial e afirmou não ter condições de retornar ao Brasil neste momento.
Nas redes sociais, ele também declarou que não abrirá mão de sua honra para se submeter ao que chamou de pressões da cúpula da Polícia Federal. Eduardo disse ainda que pretende lutar para manter o cargo conquistado por concurso público e voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo do presidente Lula (PT).