Chamado carinhosamente de Quequel, pelos amigos, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, ainda não falou. Na verdade, ele nunca fala. Mas tem ações e atitude.
Quequel está na linha de sucessão. Com a saída de Fátima Bezerra e Walter Alves, quem assume é Ezequiel.
Como homem de diálogo, ele pode estar costurando, com os deputados, o TJRN, o MPRN e o TCERN, um pacto de governabilidade. Ezequiel pode tanto assumir o governo quanto tentar a reeleição na cadeira de governador (Ciro Marques foi o primeiro a dizer isso semana passada no Jornal das 6). Acho improvável, estamos diante de uma verdadeira novela mexicana.
Ezequiel também pode ir para o Senado Federal, disputando na chapa de Álvaro Dias e Styvenson Valentim, pela direita.
O problema é que, sinceramente, acho que Ezequiel não tem coragem. Ele é candidato à reeleição. É uma pena. Ezequiel poderia ser a novidade.
É um político agregador. Articulado. Só falta ousadia. Até para ser bem conservador mesmo, poderia sair para deputado federal. Ficar mais um mandato na Assembleia Legislativa pode ser a decisão mais errada de Ezequiel.
É aguardar quando Ezequiel vai falar. Por enquanto ele conversa nos bastidores e prepara o corpo.