Segue o veraneio na Sociedade Decadente de Muriú. No sábado, todo mundo na praia do É Pequeno + Cresce. Sandálias na areia, veranistas pipoqueiros, ex-super-ricos e gente que um dia mandou em alguma coisa, hoje manda só na nostalgia.
Na areia, Dolce & Gabbana misturada com Havaianas. As luluzinhas tentando ser diferentes, a disputa era grande. Rolex brilhando no pulso: uns falsos, outros comprados quando o dólar era R$ 2. O pessoal “chique” de Jacumã ostentando bolsa cara, mas sem dinheiro para comprar o abadá do bloco e sem cartão de crédito. Só faltou arame farpado separando a 1ª e 2ª classes (Jacumã e Porto Mirim) da 3ª e 4ª (depois da Marina e o Cortiço da Sociedade Decadente, sem acesso ao mar).
O domingo conseguiu ser pior. No hambúrguer de Joãozinho, no Cortiço, venderam 250 sanduíches e apareceram 300 bocas famintas. A fila parecia da UNICAT. Tentativa de furar a fila, gente com “Pix feito” imaginário, confusão geral. Muita gente achava que era algum programa social de acesso a sanduíche de graça.
O veraneio segue firme: viroses, diarreias, luxo de fachada e fome real. Todo mundo focado em manter a forma, já calculando a matrícula da Hilife, academia de rico. Não adianta ter bolsa cara, relógio caro, tomar Mounjaro, comprar carro acima de R$ 200 mil híbrido e não fazer parte da academia da nata social de Natal. Para 2026, a meta das luluzinhas é ganhar músculo.