O banqueiro Daniel Vorcaro descartou firmar um acordo de delação premiada por um motivo simples.
Se a Procuradoria-Geral da República não aceitou a proposta de Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, de revelar tudo o que sabe sobre o esquema de fraudes na cadeia dos combustíveis, a avaliação é que o mesmo poderia ocorrer com uma eventual proposta do banqueiro. Em comum, os dois têm relações com muitas autoridades.
Do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), ao presidente da legenda, Antonio Rueda, diversos políticos mantinham acesso privilegiado a Beto Louco. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, teria inclusive viajado em uma aeronave associada ao empresário ligado ao PCC.
A PGR teria alegado falta de provas para descartar a delação de Beto Louco, desconsiderando o testemunho como elemento probatório suficiente. Ele está foragido.