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General Girão: "Você sabe com quem está falando?"

Por General Girão, deputado federal

Revelações feitas por uma mídia até então conivente, sobre a relação abjeta entre ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, a cúpula do Palácio do Planalto e o Banco Central, órgão executor e fiscalizador do sistema financeiro nacional, trouxeram à tona o maior dos maiores escândalos da Podre Nova República.

Tais fatos não podem mais ser tratados como coincidência institucional. Estamos diante de algo muito mais grave do que falhas de transparência, deslizes éticos pontuais, ou pequenos delitos administrativos.
Estamos diante de um degradação moral de uma elite no poder, que certamente perdeu a noção da vergonha diante da opinião pública. Se é que sabem o que é isso.

Reuniões fora da agenda oficial, diálogos cruzados entre magistrados que deveriam zelar pela imparcialidade, integrantes do governo federal e autoridades do sistema financeiro, parcerias em negócios ilegais envolvendo ministros e ex-ministros com empresários indiciados em desvios e crimes financeiros, tudo isso forma um quadro alarmante e revoltante. 

Quando ministros do STF, que deveriam ser árbitros da Constituição passam a orbitar o Executivo e centros de poder econômico, o princípio da separação entre os Poderes deixa de ser uma cláusula constitucional e passa a ser uma peça de ficção, bem como um vetor de maquiagem para ocultar falcatruas.

O governo Lula, que prometeu “reconstrução democrática”, assiste — quando não participa — a um ambiente em que relações promíscuas são naturalizadas. A proximidade excessiva entre o presidente da República, figuras do Judiciário e interesses financeiros lança dúvidas legítimas sobre quem realmente influencia decisões estratégicas do Estado brasileiro. Não é diálogo republicano. É lobby disfarçado de institucionalidade.

E vai ficar pior, já que o “filho prodígio” do Presidente da República está em denúncias envolvendo o roubo das velhinhas e velhinhos do INSS. E pasmem, ele decidiu fugir para destino ignorado, depois que o “laço das investigações” apertou seu pescoço, já fora do limite dos atos de proteção de seu bando de políticos de esquerda. 

“Impossível defender, então fuja, para proteger seu pai”. Devem ter falado isso para o antigo tratador de jaulas no zoológico, milionário prodígio.

Por outro lado, a independência do Banco Central, tão alardeada como pilar de estabilidade, também fica sob suspeita quando surgem notícias de pressões políticas, conversas paralelas e articulações que nada têm de técnicas. O Banco Central não pode ser balcão de negociação política, muito menos espaço para atender interesses de grupos específicos sob o manto da autoridade ou sob a toga do poder paralelo. Isso fere mortalmente a credibilidade financeira do País, gerando um efeito de repulsa aos investidores internacionais.

Chega um momento em que a discussão deixa de ser jurídica e passa a ser moral. Não estamos falando apenas de normas, mas de caráter. O cidadão comum, que paga impostos e sofre com inflação, juros altos e insegurança econômica,  falta de atenção na saúde pública, insegurança nas ruas, impunidade no combate aos crimes, assiste a tudo isso com indignação crescente. 

A sensação é clara: enquanto o povo aperta o cinto, uma casta poderosa age como se estivesse acima da lei, das instituições e da própria vergonha.

Nós, da Direita Conservadora, sempre alertamos para esse risco: quando o sistema se fecha em si mesmo, protegendo seus pares e criminalizando adversários políticos, a democracia deixa de servir ao povo e passa a servir ao poder. O que vemos hoje é a confirmação desse alerta. A frase título já deve ter sido falada nas abordagens feitas por policiais federais que investigam esses crimes.

Se o Brasil ainda leva a sério o Estado de Direito, essas relações precisam ser investigadas com rigor, transparência e independência. Sem blindagens. Sem narrativas convenientes. Sem corporativismo. Quem quer que tenha usado o cargo para influenciar decisões, pressionar instituições ou favorecer interesses alheios ao interesse público precisa responder nos termos da lei.

Não se trata de vingança política. Trata-se de justiça. E justiça verdadeira não combina com conchavos, bastidores escuros e acordos silenciosos entre os que se julgam intocáveis. A conta tem que chegar. E vai chegar!

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