Não é pauta da direita. É da sociedade. Quando ministros do STF cruzam a linha, o problema deixa de ser ideológico e vira institucional.
As atuações de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli passaram do limite da razoabilidade. Contratos milionários envolvendo parentes, reuniões fora da agenda, pressões políticas, uso da toga para intimidar e decisões que extrapolam a lei corroem a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.
Imagine o juiz de primeira instância. Salário apertado, rotina pesada, decisões ancoradas na lei, ética como regra e política fora do gabinete. Agora imagine esse juiz assistindo à bagunça instalada no topo do Judiciário. É desmoralizante.
Quando ministros agem sem freio, zombam da sociedade e fragilizam o sistema, é hora de impor limites. Por isso a eleição para o Senado importa e muito. Só um Senado forte, independente e disposto a cumprir seu papel constitucional pode conter essa degradação institucional. Sem isso, a exceção vira regra. E a conta sobra para todos.