A reportagem é do Metrópoles e a revelação de que o presidente do BRB foi a casa de Vorcaro, do Banco Master, e que lá já estava o ministro Alexandre de Moraes é bombástica. O que um ministro do STF, no qual a esposa tem um contrato com o Banco Master de mais de 120 milhões, faz na casa do presidente de um banco que estava sendo adquirido por um outro banco? Para piorar o cenário, servidores do Banco Central afirmam ter sofrido pressão do STF, até Galípolo afirma isso, que tem inclusive mensagens que mostram isso. É necessário investigar isso profundamente. Moraes negou que a reportagem seja verídica.
Essa não é uma questão da direita ou do Bolsonarismo, é da sociedade brasileira. Os ministros do STF não agiram de acordo com a lei e seus cargos. Isso interfere na vida do judiciário de forma ampla. Esse tipo de negócio envolvendo entes públicos do judiciário não é questão política, da direita ou do Bolsonarismo, é de um princípio básico da razoabilidade. O STF não pode se comportar de uma forma que use o seu poder jurídico para interferir na vida privada de parentes dos ministros e de gerar negócios para empresários ou políticos. Não bastasse interferir diretamente na política, nas eleições, nos poderes, o STF não pode virar palco principal das negociatas de empresários.