Após declarar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “tem de morrer”, o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos afirmou nessa sexta-feira (29/1) que se referia à “morte política” do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A notícia é do Metrópoles. A fala do dirigente do Movimento Brasil Livre (MBL) que desencadeou a polêmica foi feita durante uma live e rapidamente se espalhou pelas redes, gerando questionamentos sobre o tom e o alcance da declaração.
Diante da reação pública, Renan disse não defender violência física e sustentou que suas palavras foram retiradas de contexto.
“Não (me arrependo da fala), porque eu disse que ele tem que morrer politicamente. Inclusive, o Flávio Bolsonaro tem que morrer politicamente. Flávio Bolsonaro é um câncer para a política brasileira”, afirmou Renan em entrevista publicada posteriormente e divulgada por ele em suas redes.
Confira a declaração anterior:
Na reação, o presidente do partido Missão reforçou as críticas ao senador e afirmou não recuar do conteúdo político de suas declarações.
Segundo ele, Flávio Bolsonaro teria sido responsável por decisões que, em sua avaliação, comprometeram o combate à corrupção durante o governo Jair Bolsonaro.
Renan citou, ainda, o escândalo da rachadinha, o suposto envolvimento com milícias e a atuação do senador nos bastidores do governo como fatores que teriam levado, segundo ele, ao esvaziamento da Operação Lava Jato, à indicação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República e ao fim da CPI da Lava Toga.