A iniciativa ocorre após a divulgação, pela revista Veja, de uma gravação em que o ex-dono do Banco Master afirma ter colocado dinheiro no documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone. No áudio, Vorcaro diz que o financiamento do filme sobre o petista teria ocorrido “por fora”, enquanto o patrocínio de uma produção sobre Donald Trump, negociada com Flávio Bolsonaro, teria sido solicitado formalmente. A Veja relatou um suposto repasse de R$ 30 milhões, mas a PF e a PGR negam que Vorcaro tenha prestado depoimento ou apresentado documentos sobre o financiamento do filme de Lula.
A origem e a autenticidade da gravação são alvo de questionamentos. A PGR suspeita que o áudio possa ter sido gravado ilegalmente na prisão e vazado para influenciar a campanha eleitoral. Um dos advogados de Vorcaro confirmou que a voz é do banqueiro, mas disse desconhecer as circunstâncias da gravação, enquanto outro afirmou não reconhecer a autenticidade do material. A equipe de Oliver Stone, por sua vez, declarou que nunca pediu nem recebeu recursos de Vorcaro.