Entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é que o ex-presidente Michel Temer (MDB) consiga negociar uma saída que impeça um provável processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes a partir de 2027.
O político foi às redes sociais nos últimos dias e anunciou apoio do candidato do PL ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro, ainda que uma das plataformas de campanha do Zero Um seja a degola do único nome indicado pelo emedebista à Corte.
Afeita a costuras políticas, uma ala do Supremo que se considera ameaçada por eventuais processos de impeachment afirma que, além da entrada de Temer em campo, é possível conversar com senadores de direita menos radicais em busca de alguma dose de acomodação. Temer, como se sabe, indicou Alexandre de Moraes, relator do inquérito da trama golpista, para o STF.
Empoderados pelas urnas, os novos senadores querem não só mudar as regras para o andamento de processos de impeachment, tornando-os obrigatórios quando houver o apoio de 49 dos congressistas, como até mesmo reduzir os poderes, em especial os criminais, dos ministros da Suprema Corte.
A tendência é que o STF só retome depois do Carnaval de 2027 a análise do caso que mais atormenta Moraes – a eventual abertura de investigação contra ele por ter atuado como um interlocutor privilegiado do banqueiro Daniel Vorcaro. Se confirmado, o movimento coincidiria com a ascensão do novo Senado eleito no dia 4 de outubro, tornando o destino do magistrado cada vez mais nebuloso.
Se sobreviver à ofensiva, Alexandre de Moraes se tornará presidente do STF a partir de setembro do ano que vem.
Com informações da Veja