O canal "Exército de Lula" virou polêmica neste fim de semana e deixou clara a estratégia do Gover Lula em buscar a reeleição: criar zumbis nas redes sociais e alimentar o ódio contra a candidatura de Flávio Bolsonaro - o chamado "nos contra eles".
Segundo a coluna de Manoela Alcântara, a análise técnica elaborada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pedido do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, não identificou a veiculação de notícias falsas específicas no canal de WhastApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
De acordo com o parecer, a comunidade operava sob comando centralizado e sincronizado, emitindo orientações diárias em tom de “missão” para os participantes. Entre as práticas documentadas pela assessoria técnica estão:
Engajamento prévio sem visualização: orientação expressa para que os seguidores curtissem, comentassem e compartilhassem vídeos no Instagram “antes mesmo de assistir”, com o objetivo declarado de “sinalizar pro algoritmo que o conteúdo é relevante”.
Ações coordenadas de hashtags: convocação com horário marcado para alavancar termos no X (antigo Twitter), a exemplo da hashtag #LULANAPAULISTA, que atingiu o topo das tendências exibidas no canal logo após o disparo da orientação.
Linguagem militarizada: Emprego frequente de caixa-alta, pontos de exclamação e vocabulário bélico (“soldados”, “missões”, “exército”, “sangue nos olhos”), construindo uma narrativa de oposição direta (“nós” contra “eles”) no contexto eleitoral.
No período examinado, entre os dias 2 e 11 de outubro, a equipe técnica do TSE analisou as mensagens públicas do canal e não encontrou reproduções das afirmações investigadas nos autos — as quais envolviam supostos cortes de benefícios sociais, alteração de aposentadorias ou temas religiosos. No entanto, a assessoria técnica do TSE vê riscos no canal e aponta “evidências de atuação coordenada e centralizada para inflar conteúdos digitais”.
O parecer ressalva ainda que parte do conteúdo publicada anteriormente, em setembro, foi apagado antes da checagem pública e que os vídeos vinculados às postagens não puderam ser integralmente transcritos devido à urgência da consulta pedida por Nunes Marques.
A investigação destacou uma escalada na audiência do canal no WhatsApp. A base de seguidores saltou de aproximadamente 55 mil, em 5 de outubro, para 3,3 milhões de inscritos no dia 11 de outubro — uma expansão de cerca de 60 vezes em apenas seis dias. Segundo os registros do relatório, mensagens contendo textos de convocação chegaram a alcançar 344 mil encaminhamentos na plataforma.