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Lula e Rodrigo Pacheco numa foto nos tempos em que tudo era só felicidade — Foto: Reprodução/Redes sociais
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Ala do STF espera nova indicação mesmo se Lula perder; Pacheco é cotado

A ala do STF (Supremo Tribunal Federal) mais próxima aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defende que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anuncie um novo nome para a Corte, na vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mesmo diante de uma eventual derrota na disputa pela reeleição.

A avaliação desse grupo é que a indicação poderia ajudar a reequilibrar, ao menos temporariamente, a correlação de forças no STF, ao menos por enquanto, em um momento de pressão da política sobre o tribunal.

O nome do ex-senador Rodrigo Pacheco, agora ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), continua forte para ocupar a cadeira.

A expectativa de uma nova indicação ocorre em meio às discussões sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF a partir de 2027.

Apesar da vitória de parlamentares favoráveis à medida, integrantes dessa ala não acreditam ainda que a investida prospere.

O cálculo passa pela quantidade de parlamentares com investigações em andamento no Supremo.

Esses ministros afirmam receber sinais positivos de interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, sobre a possibilidade de diálogo institucional em um eventual novo governo.

Ao mesmo tempo, demonstram incômodo com as declarações do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que tem defendido mudanças nas regras de tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo, por exemplo.

Marinho esteve no STF na última semana e se reuniu com o presidente da Corte, Edson Fachin. Na saída, afirmou que não existe intenção de vingança contra magistrados, mas advertiu que o Senado não poderá se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade.

O senador também defendeu uma alteração regimental para permitir que um pedido de impeachment subscrito por 49 senadores tenha abertura determinada independentemente da vontade do presidente da Casa. Atualmente, a decisão cabe à Presidência do Senado.

O PL elegeu 19 senadores e terá uma bancada de 28 parlamentares a partir de fevereiro de 2027, a maior da Casa. O partido terá, portanto, mais de um terço das 81 cadeiras do Senado.

A avaliação feita por integrantes do Supremo, porém, é que o apoio ao impeachment apenas não se converte em votos suficientes para destituir um ministro, outras variantes devem ser levadas em consideração ao se discutir a matéria.

Nos bastidores da política, duas hipóteses circulam sobre o futuro da relação entre um eventual governo Flávio e o Supremo. A primeira é a de um entendimento entre os poderes e a segunda considera uma saída de Alexandre de Moraes da Corte antes de uma abertura de impeachment.

CNN Brasil

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