O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com ironia à disputa envolvendo o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, suspenso e depois reativado por decisões conflitantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao criticar a atuação da Corte Eleitoral nesta segunda-feira (12/10), o petista afirmou que vai ampliar a mobilização digital de seus apoiadores.
"Eu não vou criar só o Exército do Lula, vou criar agora o Exército, a Marinha, a Aeronáutica do Lula no WhatsApp. É a forma mais barata de a gente fazer campanha e vamos continuar criando nossos 'exércitos'. E vamos continuar fazendo campanha", disse a jornalistas, após participar de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida no Palácio da Alvorada.
A fala ocorreu no mesmo discurso em que Lula classificou como extrapolação as decisões do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, contra sua campanha, e afirmou que o comando da Corte "não pode ter lado na política". Horas antes, Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal — criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) — sob a alegação de que a Meta descumpriu o plano de conformidade firmado com o TSE. A decisão foi revertida ainda no mesmo dia pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que entendeu não caber bloqueio por via administrativa.
O tom descontraído da fala de Lula, horas após o episódio de vaivém judicial, foi interpretado por aliados da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) como uma minimização do caso, já que a controvérsia envolve acusações de uso do canal para disseminação de desinformação e burla aos mecanismos de controle da Justiça Eleitoral.