Seis pessoas da família Matsunaga foram mantidas reféns durante invasão a uma residência no Alto de Pinheiros, em São Paulo. A ação policial terminou com três suspeitos mortos. A notícia é da Istoé.
A residência da família do empresário Marcos Matsunaga, assassinado em 2012 pela então esposa, Elize Matsunaga, foi invadida por criminosos na quarta-feira (14), no bairro Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Durante a ação, seis pessoas foram mantidas reféns, e uma intervenção da Polícia Militar terminou com três suspeitos mortos, um preso e um policial ferido.
O imóvel pertence à família do empresário, que ficou conhecido nacionalmente após ser vítima de um dos crimes de maior repercussão do país. Segundo a Polícia Militar, equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foram acionadas para atender à ocorrência. Durante a intervenção, houve troca de tiros entre agentes e integrantes do grupo criminoso.
Três suspeitos foram baleados e morreram. Um quarto envolvido acabou preso. Todas as seis pessoas mantidas reféns foram libertadas sem ferimentos.
Policial da Rota foi baleado durante confronto
Durante a operação, um policial militar foi atingido por um disparo de arma de fogo. Ele recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, na capital paulista.
De acordo com as informações divulgadas pela corporação, o agente não corre risco de morte. A identidade de todas as pessoas que estavam na residência no momento da invasão não foi oficialmente detalhada pela Polícia Militar.
Também não foram esclarecidas todas as circunstâncias que permitiram a entrada dos criminosos no imóvel nem a dinâmica completa do confronto. A ocorrência deverá ser apurada pelas autoridades policiais, incluindo a participação dos suspeitos e as circunstâncias das mortes durante a intervenção.
Quem foi Marcos Matsunaga?
Marcos Kitano Matsunaga era um dos executivos ligados à fabricante de alimentos Yoki quando foi assassinado, em maio de 2012, dentro do apartamento onde morava com Elize Matsunaga, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.
O empresário foi morto com um disparo de arma de fogo e teve o corpo esquartejado. Posteriormente, partes dos restos mortais foram abandonadas em diferentes pontos da região metropolitana.
Elize foi presa ainda em 2012 e, após julgamento, condenada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A pena inicialmente estabelecida em 19 anos e 11 meses de prisão foi reduzida, em 2019, para 16 anos e três meses.
Em maio de 2022, Elize obteve progressão para o regime aberto, após cumprir parte da pena e atender aos requisitos legais. O assassinato ganhou grande repercussão nacional e foi retratado em produções documentais e audiovisuais.
Polícia investiga circunstâncias da nova invasão
O assalto registrado na quarta-feira reacendeu a atenção sobre a família Matsunaga, que já havia enfrentado outra ocorrência violenta na mesma residência. Embora o confronto tenha resultado na morte de três suspeitos e deixado um policial ferido, os seis reféns foram resgatados sem lesões.
As investigações deverão buscar esclarecer como a ação foi planejada, a participação dos envolvidos e se outras pessoas integravam o grupo criminoso. Até a divulgação das informações iniciais, não havia detalhes conclusivos sobre a motivação específica da invasão.