O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, terá uma reunião na segunda semana de outubro com a direção da Polícia Federal para tratar das menções a integrantes da corte no curso da investigação sobre o Banco Master.
A PF agiu de maneira diferente em relação aos primeiros indícios encontrados sobre magistrados. Sobre o ministro Dias Toffoli, por exemplo, a corporação fez um relatório e entregou à presidência da corte em fevereiro.
Em relação ao ministro Alexandre de Moraes, porém, a polícia não havia elaborado um relatório até a ordem do ministro André Mendonça para esclarecer a quem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro havia enviado uma mensagem com referências a “Paulo e Andrei”, que seriam o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Nas últimas semanas, foram reveladas conversas em que são mencionados o próprio Mendonça e também o ministro Kassio Nunes Marques. Além disso, a polícia extraiu do celular de Vorcaro diálogos dele com o filho do ministro Luiz Fux.
A polícia, agora, quer uma orientação sobre o que fazer com o material, se o correto seria juntar tudo em um relatório ou apenas reportar as menções para que o próprio tribunal dê um encaminhamento para o tema.
CNN Brasil