A omissão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e a demora de tomada de decisão do ministro do STF Edson Fachin criou a confusão que está formada neste momento no país. O Tribunal Superior Eleitoral recebeu o pedido de prorrogação, mas não tomou decisão alguma. O presidente do STF também recebeu o pedido de prorrogação, mas só às 16h40 distribuiu o pedido para o ministro Cristiano Zanin. O ministro então tomou a decisão de aprovar a prorrogação, quando a apuração estava começando.
Agora se discute no STF como resolver o impasse. A melhor decisão, me explicou um dos ministros, é manter pausada a apuração, manter abertas as urnas que estão abertas, e fechadas as que estão fechadas. Às sete horas faz a apuração total dos votos
Em nota, o ministro Zanin determinou que nas seções que já haviam encerrado, os votos serão computados e totalizados normalmente. Nas demais, a decisão deve ser cumprida e a totalização feita depois, nas condições definidas na liminar.
A decisão veio após pedidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e da coligação ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, para prorrogar a votação até as 19h. Elas alegavam supressão da frota de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, e depois estenderam o pedido a outros estados. O TRE-BA já havia ordenado o restabelecimento integral da frota em Salvador, sob multa de R$ 1 milhão por hora.
MÍRIAM LEITÃO - O GLOBO